Mostrando postagens com marcador mundogeo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mundogeo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, junho 23, 2011

MundoGeo#Connect

Fui no MundoGeo#Connect, evento que aconteceu entre 14 e 16 de julho. Pelos dados oficiais 7.5k pessoas participaram do evento nos três dias de evento.
Fila, fila, fila 
O evento não começou nada bem. Quem era pré-inscrito tinha que pegar uma fila imensa para fazer o credenciamento. Demorou tanto que a organização liberou a entrada de todo mundo para que o evento pudesse ter um mínimo de pontualidada (atrasou). Isso foi bastante incômodo mas acontece.

O evento tinha uma feira realmente grande, é bom ver o mercado assim tão agitado. Além da feira havia mini-cursos e seminários. Me inscrevi no seminário de Geolocalização & Negócios.
Fila vista de um bom angulo

Seminário de Geolocalização & Negócios

O seminário foi interessante, apesar de algumas palestras bem fracas, ele teve alguns pontos altos.

Rafael Siqueira fez a 1a apresentação do seminário sobre o Apontador.
Já é a 3a ou 4a vez que assisto à apresentação do Apontador, 80% do conteúdo é repetido mas... Não me canso de ver o entusiasmo deles sobre suas atividades. É interessate que o Apontador compete com empresas que serão bastante dificeis de concorrer, mas eles o fazem muito bem e acredito muito neles. Uma das novidades (nem tão novas, mas novas em relação à última apresentação) foi o ApontaOfertas que está seguindo a trilha da efervescência da compra coletiva.

A palestra seguinte tinha como tema "Coleta, integração e análise de dados em tempo real". Três empresas discursaram sobre o tema. Mas só o Helder Azevedo da Navteq teve impacto, por motivos óbvios, ele tinha uma apresentação, idéia a ser desenvolvida e conhecimento de causa. De importante ele falou da tendência de empresas fornecerem dispositivos e navegação gratuíta em troca de serviços (crowdsourcing). Por exemplo o Trapster no qual as pessoas compartilham informações sobre posição de radares.

Keynote Speakers 

Os keynote speakers foram Joel Campbell, Presidente da Erdas e Luiz Paulo Souto Fortes, Diretor de Geociências do IBGE. Palestras curtas e bastante superficiais. O Joel falou bastante do histórico da Erdas e Luiz Paulo falou bastante sobre o OGC e o INDE (mais INDE ehehe). Mas nada demais.

Mapeamento e Propaganda

No período da tarde foi um pouco decepcionante. A apresentação de Arlete Meneguette sobre o mapeamento da cidade de Presidente Prudente utilizando o Google Map Maker.  Apesar de ter certo apelo para popularizar o GIS na comunidade não é uma palestra tão interessante em relação ao tema do seminário. E depois de conhecer o projeto da Rede Jovem de mapeamento, dificilmente algum outro projeto irá sobrepor tamanha inspiração que mapear favelas via WikiMapa. (veja o post).

Depois teve a apresentação do Denilson da Imagem sobre o ArcGisOnline. Essa em especial me frustrou bastante. Não é por conhecer ESRI a fundo nem nada, é por ter uma apresentação totalmente comercial de um produto (uma propagando basicamente) num seminário pago como este. Este foi o ponto mais negativo da conferência (mais que a fila inicial).

GeoMarketing

Às 15:00 começaram as palestras de geomarketing. Foram realmente interessantes como por exemplo a da Bemobile de Marcel Albuquerque. Eles fazem marketing via SMS... é isso mesmo SMS. Dai você pensa "que atraso, obsoleto etc..." mas todo mundo recebe SMS, desde aqueles com super IPhones ou Androids como aquele com celular que só recebe chamada. O SMS é enviado (após um opt-in que pra mim é o ponto crítico dessa solução) para celulares próximos de determinada antena de celular.

Depois teve a apresentação da Navita, uma empresa de TI que gerencia dispositivos (evitando funcionários instalarem Torrents nos computadores das empresas), que faz seu próprio marketing se pagar. Eles criam aplicações para celulares. Apps simples como receber uma notificação quando seu time faz gol. Parece que eles tem muitos usuários no exterior e essas apps promovem o nome da empresa. Interessante forma de fazer marketing e se pagar.

Passeio na feira

Cansei de ficar sentado e acabei perdendo as palestras sobre rastreamento para passear pela feira. Foi bom ver grandes estandes de grandes empresas num evento local de GIS.
Dentre os destaques foi o estande da Logica. Foi legal conversar sobre a solução deles para a CPFL Energia usando SmallWorld. Conheço pessoas que trabalham na CPFL e tem críticas ao sistema como por exemplo atualização dos mapas. Sei que eles costuma abrir o SmallWorld e o GoogleMaps do lado para ver se algo mudou na região que estão atuando. É usar GoogleMaps para ter dados mais atualizados é no mínimo desespero. A explicação que obtive foi que a CPFL não atualiza por que não quer. Não sei dizer a real causa.
Além da CPFL também me foi apresentado a solução da Lógica para a Sabesp, e melhor a apresentação foi feita pelo, já companheiro de eventos, Airton da Sabesp. O Signus, também é um sistema usando SmallWorld que basicamente permite a Sabesp mapear seus dutos e etc. O interessante é que eles sincronizam os dados com uma base Oracle para que o ArcGIS utilize os dados para assim terem mapas temáticos.

GIS 2.0
Voltei para o seminário assistir as apresentações finais. Foram 3 interessantes. A primeira foi do Estevão Rizzo que é biólogo e trabalha na 8020mkt em Campo Grande. Eles fazem marketing usando o FourSquare, mas FourSquare em Campo Grande??? é parece que foi uma das cidades que mais usou o FourSquare no último ano. Mas como??? O que aconteceu foi que o pessoal da 8020mkt começou a trabalhar com este tipo de marketing, mas percebeu que não funcionava pois as pessoas não sabiam como usar o FourSquare.
Ao invés de procurar outro nicho eles resolveram promover o FourSquare. Criaram o blog FourSquareBrasil sobre o assunto e acabaram treinando diversos usuários. Muito legal a insistência deles.

Então tivemos a apresentação do Kekanto, que é uma espécie de FourSquare com Yelp! tupiniquim. O Kekanto é bastante interessante, bem feito, e já com volume de acessos. Mas aqui cai novamente no caso da 1a palestra do Apontador, é uma concorrência complicada com o FourSquare, ou com o Apontador, ou com os diversos sites de indicação de lugares para comer etc... Mas eu sou fã de todas iniciativas nacionais, mesmo que "afrontem" gigantes do mercado.

A última palestra foi de Francisco Tupi do blog Games2learn sobre gamificação com geolocalização. Realmente o apliações que integram games com geolocalização são bastante interessantes e fazem sucesso. Vide o próprio FourSquare que tem uma idéia simples, com um jogo quase bobo que eu mesmo não me canso de usar ehehe. Além disso apps como o Scvngr vão exacerbar esta temática.

Em suma
O evento foi bom, permitiu novamente o networking. Sempre é bom rever amigos que trabalham na área como o Alex da CDS e o Airton da Sabesp. E é muito bom ver este mercado bem ativo e cheio de players.
Entretanto não foi ótimo e o motivo foi basicamente a organização. A fila inicial desmotiva qualquer um, durante o seminário houve muitos, mas muitos problemas com o datashow, e algumas palestras muito comerciais num seminário pago.
Longe deste post quere dizer que o evento foi ruim, só não foi ótimo. Tanto que irei certamente no próximo!

sábado, julho 17, 2010

Seminário sobre qualidade de dados espaciais no Brasil

Nada como participar de seminários nacionais para poder 'localizar' o GIS no Brasil. Fui no dia 8 de junho no Seminário de Qualidade de Dados Espaciais no Brasil, promovido pela revista MundoGeo.
Apesar de o tema ser a qualidade dos dados espaciais o seminário abordou muito mais que isso apresentando os principais players de GIS no país. Dentre as apresentações mais importantes quero destacar.

PARCEIRO TELEATLAS
Na parte de manhã o mais interessante foi de Felipe Seabra da Digibase. Ele mostrou que há um bom mercado para comercialização de imagens satélite e mapas. O ponto interessante foi sobrea rapidez com que dados de rota do trecho sul do Rodoanel foi liberado. Este foi na parte da manhã que teve bastante do mesmo (empresas de mapeamento falando de suas soluções).

EXÉRCITO E GIS
A parte da tarde já foi  bastante mais interessante, ela começou com o Coronel Omar Antonio Lunardi falando sobre o INDE (Infra-estrutura Nacional de Dados Espaciais) que discursou sobre os padrões que o governo brasileiro vem definindo para melhor avaliar a qualidade de projetos GIS. A proposta da MundoGeo para o evento eram apresentações curtas de aproximadamente 10 minutos com bastante tempo para debate e perguntas. Essa regra foi totalmente ignorada pelo Coronel, e só a sua apresentação durou todo o tempo disponível da 1a sessão da tarde, entretanto foi extremamente interessante e para pessoas que gostam da parte técnica (como eu), foi de grande valia.
Tentarei falar sobre o INDE neste blog futuramente.

ESTRADA REAL
Em seguida uma sessão com o projeto SitGeo da Estrada Real. Um projeto notoriamente alinhado com as principais tendências de mapas temáticos no mundo voltado para incentivar o turismo pela Estrada Real. A estrada real era principalmente o caminho que ligava Parati no Rio a Ouro Preto, o projeto com apoio da FIEMG criou mapas usando overlays sobre o GoogleMaps com os principais pontos de interesse da estrada, melhores hotéis, onde comer e o que ver. Além disso eles mapearam trilhas na mata, estradas de terra que fazem a viagem do usuário do sistema mais interessante. E agora eles pretendem ter uma maior iteração permitindo que os usuários também contribuam com opiniões e até novas trilhas para o sistema, funcionalidade importantíssima hoje em dia.

GRANDES PLAYERS DE GIS
A terceira sessão contou com ótima explanação sobre o mercado de GIS feito por representates da AMS Kepler e da Surface Real World Models. A AMS Kepler foi apresentada por Antonio Machado que falou sobre a AMS Kepler. Após a apresentação conversando com Antonio
ele me disse que em 1998 trabalhou na IBM no projeto que diziam que dominaria o mundo, que infelizmente não foi pra frente, falarei mais sobre ele em um post futuro.
O Manoel Ortiz da Surface mostrou que já temos base de dados muito boas sobre algumas regiões (principalmente de São Paulo). Ele falou também da forma de disponibilização dos dados e enfatizou a atual empreitada da ESRI com a nova versão do ArcGIS 10 onde eles criaram uma imensa infra estrutura para o ArcGIS Online.

GRAND FINALE
Até a última sessão o evento tinha sido muito bom, com diversas visões do mercado e informações de grande valor. Mas a última sessão foi extraordinária, vou pular a primeira palestra pois é a mais impressionante. A segunda foi de Rafael Siqueira CTO da LBS local da MapLink + Apontador, foi uma palestra muito dinâmica mostrando todo o potencial de localização na Web 3.0. A ideia principal atualmente não é onde estamos mais onde temos estado, assim traçamos melhor o perfil dos usuários e provemos melhores soluções. Um ponto muito chamativo foi quando ele mostrou a página principal Apontador em 2000, ele era muito parecido com o que é o GoogleMaps hoje!!! Isso é incrível e mostra como o poder de marketing de uma empresa pode ofuscar a nossa percepção do quanto eles são inovadores. Aposto que em qualquer pesquisa se perguntar quem começou com mapas na web provavelmente 99% vão responder que foi o Google, e mais acredito que ninguém diga que em 2000 tinhamos uma empresa tão desenvolvida em GIS como o MapLink e apontador.

Em seguida subiu Renato da Silva Lima da Unifei (Universidade Federal de Itajubá) que falou sobre o projeto Track Source, conhecida fonte colaborativa de mapas rodoviários. O Track Source não é uma novidade tão grande, nem mesmo a criação de mapas colaborativos, mas a palestra foi mesmo interessante por causa não só da forma que Renato da Silva Lima fez sua apresentação (a piadinha de que Itajubá está tão longe quanto Cumbica foi sensacional) mas também do relato de sua experiência em GIS.
Ele começou com uma iniciação científica em 1993, e o principal problema foi mapear as ruas de São Carlos. A forma que ele descreve esse processo é excelente e no final como todo o trabalho foi perdido dada a obsolecência rápida de mapas rodoviários devido a criação de novas ruas ou novos sentidos de trânsito também foi muito bom.

Mas voltemos para falar da melhor apresentação. Foi de Patrícia Azevedo que começou falando que estava nervosa pois quando começou a ouvir sobre precisão e acurácia de mapas, sobre o INDE (que ela diz não ter entendido nada) e etc ela achou que o que ela tinha a falar era muito simples comparado a tudo aquilo. Então ela começou a descrever sobre o projeto da Rede Jovem. A Rede Jovem criou o WikiMapa, que é um projeto que permite pessoas que moram em favelas mapearem os pontos de interesse da comunidade e disponibilizarem no Google Earth. Isso tem tamanhas consequencias que motivam e enobrecem o trabalho da Rede Jovem. O WikiMapa inclui os jovens das favelas no mundo digital, e não incluem fazendo coisas banais, eles as incluem as permitindo fazerem coisas fascinantes como redes sociais integradas com localização. O que a Patrícia cria na Rede Jovem com o WikiMapa é (roubando as palavras ditas por Renato da Silva Lima da Unifei) no mínimo apaixonante. Acessem o site deles www.wikimapa.org.br e vejam que trabalho sensacional.

EM RESUMO
Conferências locais são importantes fatores de integração e sustentação do ecossistema de GIS fazendo as pessoas se 'conectarem' , verem o que já é ou não é feito no país. Parabéns a MundoGeo pelo evento, assim localizamos bem o GIS no Brasil.